DEPOIMENTOS

DEPOIMENTOS DE  MULHERES QUE AMAM DEMAIS ANÔNIMAS

 

MINHA PRIMEIRA VEZ EM UM GRUPO DE MULHERES QUE AMAM DEMAIS ANÔNIMAS

 “Sempre me envolvi em relacionamentos destrutivos, não só com homens mas com amigos, familiares, tudo era muito intenso. Entre tantas coisas que funcionam como ferramentas em MADA, existem duas que na minha primeira vez foram fundamentais: ter uma MADA que me levou a mensagem e um Poder Superior (não necessariamente nessa ordem). Conheci o grupo através de uma pessoa que nunca havia visto na vida, participamos de uma pesquisa remunerada e ao sairmos fomos tomar um café. Quando ela me contou que namorava um rapaz de outro estado já falei logo: “Nossa, mas isso é impossível, você não morre de ciúmes? Eu não aguentaria!”. E ela respondeu: “Antes sim, mas depois que conheci um grupo de MADA não, agora meu relacionamento é saudável“. Eu quis entender mais sobre o grupo, e ela apenas me disse mais ou menos onde ficava e como achar na internet. Nessa época eu estava muito mal, pois havia acabado de perder um emprego por me envolver em mais um relacionamento destrutivo, então procurei o grupo. Lembro que chorei muito no meu primeiro dia e recebi um abraço de uma companheira que me disse: Você não está mais sozinha, continue voltando! Isso foi uma massagem na minha dor. E passados três anos continuo voltando e agradecendo ao meu Poder Superior por ter colocado aquela moça no meu caminho. Nunca mais a vi e nem tive notícias mas ela levou a mensagem como MADA para alguém que precisava dessa mensagem e o resto foi com meu Poder Superior. De lá para cá, muitas coisas melhoraram, muitos relacionamentos passaram a ter limites e serem mais saudáveis, vivendo um dia de cada vez em busca da minha Serenidade!”

 Z. – Grupo MADA Jardins

“Minha primeira vez em MADA foi num ato de extrema necessidade de buscar ajuda. Eu procurava acabar com aquela DOR, angústia e tristeza profundos que eu sentia. Tinha rompido com meu namorado há pouco mais de dois meses, numa tentativa insana de controlar nosso relacionamento e principalmente as atitudes dele. Eu acreditava que com isso ele imploraria por misericórdia e pedisse perdão, como se eu fosse um Deus. Fui à minha primeira reunião sozinha e o meu pré-conceito sobre as coisas me fez imaginar que encontraria lá mulheres acabadas, no fim da vida, feias e que apanhavam de seus maridos. Mas encontrei conforto, afago e mulheres comuns como eu, que procuravam sanar suas dores e buscavam encontrar o caminho pra SERENIDADE. Me falaram em Deus, me falaram em 7ª tradição e me deram boas vindas. Eu, como boa agnóstica que sou, continuei descrente, mas continuei voltando, pois não tinha mais pra onde ir. Mergulhei na literatura e frequentava reuniões consecutivamente em todos os grupos existentes na capital. Percebi logo no início que a tão esperada “cura” não viria num piscar de olhos, mas não desisti. Comecei a frequentar outros grupos, fazer amizades e aprendi a me relacionar primeiro com as companheiras do grupo, depois com meus amigos e hoje consigo me relacionar com meu amor. A família? Ah! essa ainda é um outro problema a ser trabalhado. Mas aprendi a me defender. Estou sem o grupo há alguns meses, pois mudei de cidade e tenho vindo bem. Sei que não posso me ausentar por muito tempo e nem quero, pois o aprendizado e crescimento que tive e que sei que ainda terei com essas mulheres maravilhosas que conheci, é infinito. Afinal, na minha primeira reunião, eu fui a pessoa mais importante daquele dia. E ainda quero dar boas vindas a muitas outras mulheres que ainda precisarão do MADA.”

M. – Grupo MADA Jardins

 “A primeira vez que eu cheguei ao MADA foi quando eu descobri que o meu marido tinha uma outra família e uma filha de, na época, 5 anos. Depois dos casos que ele teve (assim como meu pai fazia: ter vários casos) ele arranjou uma filha fora de casa, eu decidi que precisava ter forças para deixa-lo. Fui ao MADA para procurar ajuda. Por incrível que possa parecer, quando eu comecei a frequentar as reuniões, ouvi sobre tipos de relacionamentos e descobri que eu tinha um relacionamento, só que algo estava errado nele: ele estava funcionando com defeito. Continuando a frequentar as reuniões aprendi que eu é quem era indisponível, pois tinha muito medo de me magoar. Descobri que eu tinha 50% da culpa e ele os outros 50%. Estou em MADA para aprender como me relacionar de forma saudável e viver bem.”

M. – Grupo MADA Paulista

“Cheguei ao MADA muito deprimida e confesso que, à princípio, na minha primeira vez não consegui entender bem o propósito do grupo ou como aquela reunião poderia me ajudar. Cheguei apreensiva, desconfortável. Mas durante a reunião se estabeleceu uma conexão com aquelas mulheres desconhecidas que falavam da sua dor. Eu me emocionei com os depoimentos. Na hora de me apresentar, consegui apenas dizer meu nome e comecei a chorar. Na semana seguinte, voltei. Eu não tinha opção, tinha que acreditar no MADA e nas promessas de recuperação. Hoje, um ano depois, agradeço profundamente ao grupo. Minha decisão de continuar voltando me trouxe a oportunidade de recomeçar minha vida.”

F.  - Grupo MADA Paulista

 “A primeira vez que cheguei ao grupo, estava derrotada. Tinha chegado ao fundo do poço. Tinha sido “abandonada” por um homem casado e estava me envolvendo com um solteiro, que me ignorava da mesma forma que o primeiro. Então eu percebi que tinha algo errado. Minhas amigas já não aguentavam mais a mesma história e eu mesma não me suportava. Porque eu nunca conseguia estar em um relacionamento bom? O que eu fazia de errado que ninguém queria ficar comigo? Porque nenhum daqueles homens me amavam? Na primeira reunião, ao contar minha história, não houve julgamentos, críticas ou olhares feios. Houve carinho, compreensão e acenos de cabeça que diziam “eu sei o que você está sentindo“. Então eu sabia que não era a única. E continuei voltando. Hoje não imagino minha vida fora do grupo. Graças àquelas mulheres encontrei forças e esperança. Encontrei a crença em um Poder Superior e hoje acredito que sou merecedora do melhor que a vida tem a oferecer. Todas as vezes que acredito que posso resolver sozinha, me maltrato. Todas as vezes que confio na sala, nos passos, nas companheiras e no meu Poder Superior, posso não receber as respostas que quero, mas sempre recebo as que preciso. E uma delas é: você não está mais sozinha, continue voltando, o segredo está na próxima reunião. E está.”

A. – Grupo MADA Carrão

“Havia, mais uma vez, ido à livraria para ver se lá encontrava uma solução para o meu problema. Estava lendo diversos livros de autoajuda, meus queridos companheiros. Mas aquela vez era diferente. Eu PRECISAVA de algo para aliviar a minha dor. Após um relacionamento conturbado, em que eu acabara indo morar com uma pessoa que havia me traído diversas vezes e de várias formas, e após mais de um ano morando juntos, essa pessoa decidiu sair para comemorar a promoção„o de uma amiga em plena segunda-feira, chegando às 2h da manhã em casa. Eu estava louca. Me sentia enciumada por tudo, me sentia um lixo, me sentia mais uma vez traída e uma idiota por ter caído mais uma vez na conversinha do cidadão. Após tudo o que havia acontecido eu havia perdoado e acreditado mais uma vez. Porque? Porque eu me deixava ser feita de trouxa novamente? Essas perguntas martelavam a minha mente, mas talvez aquele livro pudesse ser a resposta. Quem sabe aquela rosa feia, envelhecida, me explicasse o motivo.  Aquela rosa murcha me olhando da capa daquele livro que mudaria a minha vida: “Mulheres que amam Demais” da Robin Norwood.

Devorei o livro como tantos outros antes, e me identifiquei com o assunto. Talvez fosse aquilo. Talvez eu amasse demais, talvez eu pudesse ser só um pouquinho parecida com aquelas mulheres, talvez, só talvez… Lá também falava sobre um grupo, um nome que eu havia ouvido antes e que agora ressoava em minha mente: MADA, MADA, MADA. Fiz uma busca rápida na internet, e descobri que coincidentemente (coincidência?!?) havia um grupo com reuniões às quartas-feiras, praticamente ao lado do meu trabalho. Caramba, não teria desculpas para não ir. Mas como eu queria uma desculpa, enviei um e-mail. Talvez o grupo nem existisse mais. Talvez tivesse mudado. Talvez eu conseguisse fugir. Mas não, o e-mail foi respondido na mesma quarta-feira em que eu havia enviado. Decidi que eu teria que ir. Fui. Pronto. Acabou. Ou melhor, começou… Começou uma nova vida em que eu percebi que não era louca. Que assim como eu, muitas mulheres tinham dificuldade em largar um parceiro que só trazia problemas. Me sentei, fiquei ouvindo as companheiras e de repente não me senti tão só. Não, ainda não me achava parte do grupo, isso foi acontecendo depois. Ao menos vi que a minha solidão se igualava à de muitas, que meu desejo de ser aceita também permeava as companheiras. E que não era fácil desistir de um relacionamento, mesmo disfuncional. Comecei a pensar em meus relacionamentos anteriores. E vi que também tiveram problemas. Muito menores, é verdade, nada próximo deste ˙último. Mas a sementinha estava ali, escondida. Eu ainda estava confusa. Comecei a pensar também que o problema não era só do outro. O quanto a minha loucura poderia ter contribuído para a situação. E como era bom. Como era bom estar tão próxima de pessoas que estavam ali, despindo suas almas, revelando as suas dores. Me mostrando que as pessoas também tinham problemas, que se sentiam mal, que tinham dias difíceis, nada como o mundo cor de rosa das redes sociais. Ali havia mulheres de verdade, que tinham coragem de olhar para si mesmas e tentando separar o que era real do que era ilusão.

Algumas falavam de coisas do passado delas que pareciam ser de outras pessoas, dada a tranquilidade e amorosidade que transpareciam. Outras pareciam estar padecendo da mesma dor que eu. E a empatia fluía fácil entre aquelas mulheres. Como eu queria fazer parte, como eu queria ser uma delas. Como era bom ter companheiras que me aceitavam da forma que eu era. Mas será que era real mesmo, será que não existia uma panelinha e eu não conseguiria me enturmar, como aconteceu várias vezes na minha vida? No fundo, não sabia. Sabia só que aquilo era bom e era real. Talvez o segredo estivesse na próxima reunião, como me disseram.

Sabia que o caminho era longo, e que eu não resolveria a minha vida da noite para o dia, porque também não levei isso para deixá-la daquela forma. Mesmo cheia de dúvidas, talvez até mais agora do que antes, continuei voltando. Volte também e saiba porque.”

V. – Grupo MADA Paulista

2 comentários sobre “DEPOIMENTOS

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